06 março 2018

Dia Internacional da Mulher

Paulo Metri 

O dia 8 de março, considerado em todo mundo como o Dia Internacional da Mulher, deve se revestir de reflexão. Há, na espécie humana, dois princípios antagônicos que influenciam muitas das atitudes de qualquer um de seus representantes. Trata-se da competição e da solidariedade.
A competição é responsável pelas descobertas tecnológicas e pelo progresso econômico, enquanto pode ser considerada como a causa da exclusão de muitos humanos dos benefícios destas descobertas e deste progresso. Assim, a competição é responsável pelo aparecimento daqueles que alguns chamam de “perdedores” da nossa sociedade, como os negros, as minorias religiosas, os pobres e as mulheres. Chegaria a ser ridículo, se não fosse triste, o fato de quererem imputar a culpa aos integrantes destes grupos de estarem em situação de desconforto por atitudes próprias, como por não terem mérito ou por não terem se sobressaído na competição etc. Certamente, neste caso, o Estado deve ser utilizado como moderador da competição e introdutor da solidariedade.
As mulheres são discriminadas, por exemplo, na obtenção de empregos, na ascensão profissional em empresas e na hora do voto. Como a participação dos dois gêneros na sociedade é de aproximadamente 50% cada um e, como seres pensantes, ambos podem igualmente se destacar, a metade dos congressistas deveria ser de mulheres, assim como a metade dos diretores de empresas. Também, o salário médio das mulheres e dos homens, para os mesmos trabalhos, deveria ser igual. Mas, infelizmente, nada disso acontece.
Assim, o dia 8 de março deve ser dedicado à identificação das causas desta discriminação e como suplantá-las sem conflitos. O Dia Internacional da Mulher sem reflexão é uma boa maneira de contribuir para continuar existindo a discriminação contra elas.

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